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Usar o smartphone para analisar a água e alimentos

Usar o smartphone para analisar a água e alimentos

A água potável é um bem de primeira necessidade para o desempenho normal da vida e da sua potabilidade depende não só a saúde, como também a vida de milhões de pessoas em todo o planeta.
Consumir água não potável tem um grande risco para a saúde e é possível contrair diversas infeções gastrointestinais como a diarreia, a desidratação ou febre tifoide, devido às bactérias, parasitas e vírus que contém. Por isso, a análise da água é tão importante e agora é ainda mais fácil graças a um novo equipamento.
Um científico de 24 anos, Bhaskar Mitra, desenvolveu um analisador de água e também de alimentos que se pode ligar ao smartphone. Com esta ideia tão simples é possível ter em qualquer parte do mundo um analisador básico portátil que, em poucos segundos, nos dá uma análise acerca da salubridade do que vamos ingerir.
O protótipo é simples: uma pequena placa eletrónica que se  une a peça para o smartphone, a qual dispõe de uma pequena lâmpada ultravioleta e um filtro azul para cobrir a lente da camara.
O seu funcionamento é simples: scaneamos o alimento/água com a camara do smartphone no escuro, debaixo da luz azul. Feito isto, a app desenvolvida pelo investigador revela tudo o que está no alimento ou na água (impurezas como vidro ou areia e também microrganismos potencialmente perigosos).
a seguir, com a  lâmpada UV, é possível detetar qualquer bactéria. Feito isto analisa-se uma vez mais e determina-se se está apto para consumo. Esta é a teoria, contudo recordemos que estamos a falar de um protótipo que deve ser melhorado e que tem algumas limitações:

  •  Só se pode encontrar bactérias se estiverem à superfície;
  • Deve utilizar se na escuridão, ou com pouca luz;
  • Pode descontaminar a superfície dos alimentos, mas não o seu interior;
  • Também serve para detetar bactérias na água da torneira, ou para tratar alimentos lavados com água suspeita.

Seja como seja, é um avanço que contribuirá para  proteger a saúde milhões de pessoas em todo o mundo, nomeadamente aos viajantes de que visitam países onde haja mais probabilidade de contaminação. Neste momento, está-se a estudar a quantidade de tempo que existe entre aplicar a luz UV para eliminar as bactérias e também está-se a medir o grau de "eliminação" de microrganismos (não assegurando que os elimina a todos).

Fonte Blog MAPFRE