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A transparência como ativo empresarial

A transparência como ativo empresarial

Depois da crise global da qual ainda estamos a passar, gerou-se uma falta de confiança que as empresas e instituições precisam resolver. Para recuperar essa confiança, precisamos ser mais transparentes e desenvolver boas práticas na relação com todos os nossos stakeholders: clientes, funcionários, acionistas, meios de comunicação e sociedade em geral.

Para isso, a MAPFRE implementou um Plano de Transparência Ativa cujo objetivo é aumentar a acessibilidade da empresa e melhorar a compreensão. Em resumo, conseguir que a transparência seja um ativo reconhecível da empresa.

O projeto nasce com vocação global, ainda que, num primeiro momento se limite a Espanha, onde o projeto-piloto está a ser realizado. Após esta primeira fase, será ampliado para as demais empresas da MAPFRE no mundo, adaptando-se às peculiaridades locais.

O plano surge como iniciativa do presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, que deseja melhorar a transparência da organização. Para implementá-lo, foi criado um grupo de trabalho transversal, liderado por María Luisa Gordillo.

"A realidade, afirma María Luisa, é que na MAPFRE já existem diversas boas práticas de atuação transparente, mas até agora não foram desenvolvidas de forma estruturada, como parte de um projeto. Além disso, ainda temos um longo caminho a percorrer em alguns aspetos".

O que é transparência?

A transparência é uma ferramenta importante para gerar confiança; mas, em que consiste ser transparente?

Por meio das práticas de transparência, procuramos assegurar-nos de que todos os stakeholders com quem a empresa se relaciona recebem as informações necessárias sobre a evolução da empresa para tomarem as suas decisões. E, ainda, que as recebam a tempo e de forma compreensível e que estas informações possam ser acedidas pela sociedade.

Por exemplo, é muito importante que os nossos clientes compreendam a apólice, as suas condições, que seja redigida de uma forma compreensível, mas que incluam também todas as informações exigidas pela legislação. Pode-se, por um lado, fazer um esforço para redigir estas informações da forma mais clara possível. E por outro, acompanhar o envio da apólice, as condições, os vencimentos, etc., de outros documentos mais simples e ágeis que expliquem as coberturas de uma forma gráfica e que sejam de fácil assimilação.

Os países do norte da Europa estão mais avançados nestas práticas; mas, sem dúvida, é uma tendência que já se estende por todas as regiões, e que vem para ficar. Já existe uma diretiva europeia relativa à divulgação de informações não financeiras que reflete a necessidade de aumentar a transparência das informações fornecidas pelas empresas e muitos órgãos estão a trabalhar neste sentido, para que os agentes económicos se direcionem para uma transparência cada vez maior.

Valor, cultura empresarial

Uma empresa transparente é aquela que transmite a sua gestão de forma clara e compreensível para todos os agentes com os quais se relaciona, de forma a que estes possam avaliar a empresa de uma maneira mais objetiva. Só assim se pode aspirar a obter a sua confiança.

Mas transparência é muito mais; é transformar a empresa, introduzir novas práticas… Deve fazer parte do DNA da gestão, da sua comunicação, da sua forma de se relacionar... E isso deve ser feito de forma coerente com a cultura da empresa.

Felizmente, os valores e a cultura da MAPFRE estão completamente alinhados e sustentam uma atuação transparente e responsável com todas as pessoas com quem a empresa se relaciona, o que facilita muito o desenvolvimento de um projeto com estas características.