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A nossa estrela de futebol

A nossa estrela de futebol

Há alguns anos a "jogar" pela MAPFRE ASISTENCIA, João Rodrigues, também conhecido como Costinha por alguns, tem uma história de vida passada noutros "relvados". Pedimos por isso que nos contasse, em alguns parágrafos, um pouco do seu percurso:

Tudo começou quando era uma criança. Como tantas outros meninos deste mundo, o maior sinónimo de alegria era ver uma bola a rolar. Tive uma infância feliz, e mais feliz se tornou no momento em que os meus pais me levaram ao primeiro treino de futebol. Tinha 7 anos, umas chuteiras oferecidas pelo meu primo, que, mesmo assim, não evitaram a destruição de muitos pares de ténis e sapatos.

Daí à competição, foi um saltinho. Da competição a algo mais sério, foi outro. Por volta dos 14 anos apercebi-me que o meu talento não passara despercebido. As pessoas falavam, os jornais locais escreviam e até a rádio me chamava. Seleção distrital foi o que se seguiu. Depois disso, a Nacional.

Fiz 16 anos. Surgiram as primeiras propostas de clubes, os contratos, os salários. O que haveria de pensar um jovem de 16 anos, se tivesse propostas dos 6 melhores clubes portugueses?! E se a juntar a eles, também se juntassem clubes estrangeiros? Muito por onde escolher, muito por decidir. E eu decidi! Decidi ficar no clube da minha terra, no clube do meu coração, o Vitória Futebol Clube, o de Setúbal. Não foi o sentimento que me fez ficar. Também não foi o dinheiro, até porque todas as outras propostas eram financeiramente mais vantajosas. Então o que foi? Foi o acreditar de que naquele momento era esse o passo certo a dar na minha carreira. E quando assim é, só temos de nos agarrar à nossa convicção e deixar-nos levar pela mesma.

Foram 6 anos de ligação profissional a esse grande clube. Pelo meio, várias chamadas à seleção Nacional, desde os Sub-16 aos Sub-20. Muitos os craques com quem joguei. Óbvio que, de todos eles, o que mais se destacou foi o Cristiano. Já na altura, se destacava. A uma escala menor, ainda com pouca evidência, mas de longe o melhor daquela geração. Saltou etapas e chegou à seleção principal, bem antes dos outros. O resto do percurso, já todos conhecem. Na parte humana, e do miúdo que conheci, diria que a essência está ainda lá, toda ela. É o tipo de pessoa que transparece exatamente aquilo que é e que pensa, sem capas. Um bom ser humano, com um bom coração. Também tinha a sua irreverência, naturalmente...Aquela vez em que espetou um “buggy” de Golf contra uma das paredes no INATEL de Oeiras foi hilariante. Acima de tudo, Cristiano Ronaldo é um enorme futebolista! Mas como nem todos podem ser Ronaldos, há outros caminhos a seguir...

E eu segui o meu, em Setúbal. No entanto, as oportunidades não foram as que esperava. Joguei, mas pouco. A visibilidade e notoriedade que tinha foram-se perdendo, as propostas desaparecendo. Três anos em divisões inferiores, inúmeras lesões à mistura e a perda da alegria de outrora foram tornando a minha decisão de parar cada vez mais clara. Estava na hora de recomeçar. Estava na hora de ter uma vida “normal”. Tinha 25 anos.

Foram várias as medalhas, as taças, os recortes de jornais. Muitas as histórias, que até poderiam dar um livro. Joguei em todas as divisões do futebol Português e representei o meu país lá fora. Andei por Espanha, França, Holanda, Roménia e até na Moldávia. Portugal de lés a lés. Fiz amigos para a vida. Convivi com gente dos quatro cantos do mundo e de várias religiões... Até parece que foi ontem que cheguei ao quarto do hotel e me deparei com o colega Senegalês a lavar os pés onde eu lavo os dentes. “O que estás a fazer Diakithé?!...”Religião!! Alá”, dizia ele...

Apesar do futebol me ter obrigado a deixar para segundo plano a Licenciatura em Gestão de Distribuição e Logística, o mundo da alta competição muniu-me de competências bastante úteis para o meu dia-a-dia laboral. De destacar o fundamental espírito de equipa, o multiculturalismo, passando pela capacidade de liderança, autonomia e tomada de decisões, bem como o espírito competitivo e a procura constante por novos objetivos. Todas elas, importantes competências em qualquer empresa, e que eu, pessoalmente, procuro colocar em prol da MAPFRE ASISTENCIA.  

Não me arrependo de nenhuma opção tomada. Todas as escolhas foram feitas por mim e todas elas fizeram de mim o que sou hoje: um homem feliz e afortunado.
Orgulho-me muito do meu trajeto futebolístico, dos clubes que representei, as viagens que fiz, os craques com que joguei. Mas orgulho-me ainda mais, do discernimento e sensatez que tive no momento de parar, porque se dificilmente ia atingir o nível a que me tinha proposto, então estava na hora de abraçar outros desafios.

Hoje em dia, a forma agradável que encontro para matar o “bichinho” da bola são os jogos semanais com amigos e colegas de trabalho. Neste contexto, realço a participação da MAPFRE ASISTENCIA na Liga Seguros, que permitiu juntar elementos de todos os departamentos da empresa, numa atividade tão saudável como é o futebol.

Concordo que nunca se deva desistir dos sonhos e objetivos que traçamos, mas sou ainda mais da opinião de que quando uma porta se fecha e outra se abre, não devemos ficar tristes a olhar para a que se fechou, mas sim felizes por aquela que se abriu!

 

João Rodrigues
Dep. Operações